"Quem vem a mim nunca mais terá fome e, o que crê em mim nunca mais terá sede." Jo 7, 35
Uma verdade completa em si mesmo, na pessoa de Jesus: Alimento, onde Ele mesmo afirma, sendo a perfeição do dom por excelência, para quem crer. Alimento para o corpo, para alma, para o espírito. Nas três dimensões do ser humano, Jesus é Alimento, que sacia a fome e aplaca a sede, porque a água também é um alimento. Alimento esse, que nos satisfaz. Na raiz o homem tem fome e sede de vida. Comer e beber visam a vida e são necessidades vitais. Tal desejo sublima-se na ânsia de vida sem fim.
Quando não confiamos ainda em Deus, este continua sendo bondoso conosco, operando cura, nos alimentando e libertando.
A contraposição de Jesus ao fato de que não foi Moisés quem providenciou o maná no deserto, mas Deus quem na verdade o fez, assim como a relativização da crença de que o maná é o pão celeste e que na verdade, é Ele que é o pão para o sustento da vida nova, concluindo de que a mediação de Moisés é perfeitamente superada, é motivo para ser rejeitado. Não precisamos pedir credenciais a Jesus para crer nEle, mas com os olhos da fé, devemos crer.
No martírio de Estevão, verificamos nele, uma pessoa plena de vida. Em Estevão não há revolta contra seus linchadores, ao contrário, ele pede a Deus que não seja levado em consideração a violência. Nem tampouco, há desprezo da vida, ele não pede que eles o mate. Mas, em meio a toda confusão de gritos e pedradas, a visão de Estevão é coberta de fé e esperança. A fé abre a visão. Ver de verdade, é ver com fé. Sem a fé permanecemos cegos, mesmo diante dos sinais. A esperança é dinâmica, influi na vontade e na ação. A visão do Cristo de pé, a direita do Pai, é a revelação a um espírito que transcendeu. Jesus de pé, pronuncia uma sentença ou dá o testemunho do martírio de Estevão? Creio que os dois. Costumo pensar que nos silêncios de Deus, Ele me observa como uma testemunha. Como um pai ou uma mãe, que observa seu filho fazer as primeiras manobras de uma bicicleta. É preciso ás vezes soltar a mão do selim e observar a destreza do filho na sua conquista. E o quanto felizes ficamos, quando percebemos que ele conseguiu. É claro que essa é uma compreensão humana, muito longe da de Deus, que é Altíssimo. Somente Jesus Cristo, conhece os mistérios de Deus, mas Ele algumas vezes os revela a nós, através do Espírito Santo.
Para que se instale uma realidade nova, é preciso que a velha seja desestruturada. Isso aconteceu com os apóstolos neste episódio de Estevão, o primeiro mártir. Em meio aos helenistas um povo independente e incisivo em suas atitudes. Penso que por isso, os apóstolos estavam ali. Era preciso serem perseguidos. A perseguição favoreceu a explosão messiânica. Em particular, essa perseguição resultou na conversão de Saulo em Paulo, que mesmo sem saber, pôs-se nesse caminho.
Portanto, assim como Estevão e Paulo, peçamos a Deus que nos dê a graça da fé e da esperança em Cristo Jesus, para que sejamos salvos e libertos com plena confiança.
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