quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Carta aos Filipenses - Panorama


Filipos hoje é uma cidade em ruínas, foi próspera na antiguidade. Se localiza numa planície, no território que hoje pertence a Grécia. Era importante devido a sua localização junto  à principal estrada que servia de caminho entre a Ásia e Roma. Foi lugar da primeira pregação de Paulo na Europa. É considerada o " berço do cristianismo europeu". A porta de entrada do evangelho na Europa.
Ao escrever aos filipenses, Paulo está provavelmente preso, incerto de seu julgamento. De lá surgiram algumas dificuldades, por isso,  precisou sair da cidade. Mas, ele foi particularmente ligado a essa comunidade. Foi dela que somente aceitou doações, porque demonstravam atitudes fraternas. Embora distante, Paulo sente-se próximo de seus amigos. Formada por uma pequena comunidade composta de antigos pagãos, que enfrentava problemas internos e externos. Dentre  os maiores problemas estavam:
- A desunião, presunção, partidarismo, vaidosa superioridade, vanglória,  egoísmo, falta de comunhão e reclamação. Havia um espírito individualista e elitista em alguns membros da comunidade que colocava em risco a harmonia.
- A heresia doutrinária, onde a comunidade estava sob o ataque de falsos mestres, do judaísmo, do perfeccionismo,  do orgulho de suas vantagens de seu conhecimento de Deus, tendo com base da justiça, a Lei. Neste sentido, Paulo os chamava de adversários, inimigos da cruz de Cristo.
O conteúdo da epístola, tem como tema principal à gratidão  e a comunhão fraterna em Cristo, fonte de alegria. E como objetivo, manter a unidade na humildade e no serviço. Também exorta a concórdia, paz e alegria tendo como foco principal o Cristo, servo sofredor estabelecido por Deus, Senhor do mundo. Assim como, propõe que a comunidade preste o seu testemunho com força e fidelidade estando em comunhão com Cristo vencedor, sem esquecer a vigilância acerca de agitadores. Tendo como foco principal o encontro com o Ressuscitado que leva a renúncia de qualquer superioridade,  para se deixar cativar por Ele e, em seu seguimento, sob Sua inspiração, dirigindo o rude combate da fé. E por fim, recomenda que não haja inquietação quanto a sorte que os espera.
Neste contexto, pode-se refletir o seguinte questionamento:
A vanglória, a desunião, o  egoísmo e a reclamação,  são fortes brechas que se abrem para a busca orgulhosa do conhecimento, e é justamente isso,  que favorece a penetração e o  ataque dos falsos mestres, os adversários e inimigos da cruz de Cristo?






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